‘bora relembrar Roma e a greve que por lá apanhei
Está quase a fazer um ano que fui a Roma. Fui na altura do No Berlusconi Day e desse, fiquei avisada no Metro (o jornal) de lá: evitar certas zonas no Sábado. Mas a greve de sexta passou-me ao lado… até ao momento em que aconteceu.
Passei esse dia em São Pedro: museu de manhã, basílica à tarde. Depois resolvi fazer a margem do rio até à Bocca della Verita, seguiria pelo Circo Massimo, voltava a recordar o Mundial com o seven nation army versão pooo pooo poo entoado baixinho, e apanhava aí o metro. Até ao circo, tudo como planeado.
Homens por todo o lado. Ao chegar ao metro, tudo barricado. “È chiuso, è chiuso” diziam eles, abanando a cabeça, a quem se aproximava. Tractores parados na cidade. Ah… comecei a perceber. E foi assim, ao fim de uma sexta-feira, em duas horas, o caos na cidade. Trânsito parado, pessoas a pé por todo o lado. Isto sim, devem ser profissionais da greve.
E eu? Com isto tudo, acabei por fazer São Pedro – Porta Maggiore a pé. Meia cidade, portanto.Levava os frescos do Michelangelo na cabeça, é um facto. O Ben-Hur magnético na carteira e tinha provado um cannolo siciliano, para saber como é ser Joe Pesci (não foi o thrill que imaginei. O cannolo, quero dizer). Juntei a estas memórias, o caminho de uma ponta à outra da cidade.