Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

A camisola da selecção Francis style

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Não me querendo repetir, já repetindo – aquela história infeliz de não ser a maior fã da selecção e assim -, vi esta semana a camisola nova, e assumo já aqui: isto sim, é uma camisola. Finalmente conseguiu fazer-se uma maravilha com as difíceis cores da bandeira. Pessoalmente gosto de encarnado e verde, em riscas ou metade/metade, embora isso se veja mais em rugby ou no polo. Ou no Pesadelo em Elm Street. Mas esta, encarnada, só com uma risca verde na zona do peito, é gira que se farta. Está com gosto e pouco folclórica.
Dir-me-ão, Ah, que nunca é e assim… Não é? São gostos, mas vejamos: a última camisola que me lembre que tinha alguma sobriedade e era fiel às cores da bandeira, foi a do Mexico 86. E isto das cores da bandeira é relativo. A Holanda e a Itália têm sempre dos equipamentos mais bonitos e as cores são das casas reais. Da bandeira têm apenas apontamentos nas golas e mangas. E mesmo isso, nem sempre. Cá, o azul e branco é impensável para equipamento principal, mas disso nem me queixo.
Depois de Saltillo, e tendo Portugal só se voltado a qualificar em 96 para o Euro, só então as camisolas voltaram a ter mais destaque. Também porque na década de 90 se deu o boom de marcas, tecidos e estilos. A do euro 96 era na minha opinião das mais feias até hoje. Lamento, mas é o termo. Aquela misturada toda, a preocupação de salpicar tudo de verde não teve bom resultado. Já a prestação da selecção: uma agradável surpresa, até Poborsky.
Em 2000 pela Bélgica e Holanda… o amarelo de volta e outra coisa que detesto: o bordeaux. Nós não somos dessa cor, não somos sequer encarnado escuro. Somos encarnados – salvo seja -, encarnado vivo, aberto, assuma-se isso. O equipamento não era feio e habituei-me, mas não era Portugal. Nunca gostei desse refúgio do encarnado vivo no escuro. Mais uma vez, a prestação inversa ao meu gosto pela camisola: o primeiro Portugal – Inglaterra dos históricos, Alemanha deixada para trás logo nos grupos, quartos de final passados e o sabor amargo da meia-final Xavier – Zidane. Foi assim, e não há mais nada a dizer sobre isso.
Mundial da Coreia e Japão em 2002. Má memória em todos os sentidos. Detestei este mundial. No equipamento, manteve-se o escuro, ainda mais carregado desta vez. O amarelo histérico e o verde bandeira nada a ver com o resto. João Pinto ao soco, e a Coreia a ganhar tudo a todos. Valeu o Brasil.
No Euro 2004, já gostei mais do encarnado da camisola. Gostava dos calções, embora preferisse que fossem brancos e as camisolas sim, alternassem o encarnado e o verde, qualquer coisa nesse género. A bola de bilhar a meio do peito foi original. Nada de deslumbrante, mas um equipamento mais fresco pelo menos. Lá está, o amarelo não está ali a fazer nada. E não vamos pela esfera armilar. A bandeira tem também azul e branco. Já agora, vão de caretos, que tem cor, e sempre tem mais tradição. Quanto à classificação, queremos falar nisso? Falemos: Inglaterra, Holanda arredados, Portugal finalista em casa. Grécia. Fim.
2006, mundial na Alemanha – feliz memória para mim, muito feliz! – regresso ao bordeaux, ou bordó como me apetece dizer pela falta de identidade com tal cor para a selecção. Sóbrio, ok, mas embirro com esta coisa de “ai encarnado é muito aberto”, ou “encarnado é Benfica”. Isso é para quem não vê bola. Quem vê, distingue até clubes com equipamentos iguais. Mais uma vez, excelente prestação: 4º lugar num Mundial. Laivos de verde só para dizer que lá estava.
Euro 2008, Áustria e Suíça. Idêntico ao anterior… mas encarnado! Finalmente. Só que da cabeça aos pés. Pronto, não estava mal, mas por que não calções brancos? Uma risca encarnada e uma verde que fossem, mas calções brancos.
Finalmente, 2010. Até que enfim um equipamento magnífico. Camisola encarnada, lista verde a meio. Calções brancos. Não vi ainda em pormenor o corte. Mas para já, perfeito. Contra a estatística completamente falível que inventei aqui, espero que a prestação esteja à altura.
Ah, muito importante: o comprimento dos calções. Para mim, calções para jogar à bola – digo eu, que não jogo – querem-se curtos e estreitos qb nas pernas. Como há trinta anos. Os largos, tipo saia-balão, ou os compridos, estreitos, tipo bermuda, não. Curtos e sem exageros de largura. Assim é que devem ser uns calções. Dino Zoff defendia com uns assim. Se ele conseguia e tinha 40 anos, todos conseguem.
Quanto a guarda-redes, igualmente proporcional ao meu apreço por cada um: Ricardo (quase) sempre de preto e bem, e nunca fui fã, Baía variava demais e eu fãzíssima.

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Written by Marta

Abril 29, 2010 às 1:03 pm

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