Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

Outra vez eu a falar do Ronaldo, sim

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Correndo o risco de este se tornar um blog de bola, há situações a que não posso resistir deixar aqui. Há mais, muitas mais desde que começou o Mundial, mas first things first.
É possível que nem toda a gente o acompanhe, tanto desprezo pelo rapaz vejo por aí. Cada um saberá dos seus gostos, e se gostam de futebol mas de Ronaldo não, alguma coisa não está bem. Mas isto sou eu, que me sinto um backup virtual de D. Dolores (e mãe há só uma, já se sabe). Adiante. Se o acompanham, sabem – e se não acompanham eu digo – que na marcação cerrada do “há um ano que não marca” se ouviu Ronaldo falar, do ketchup sim, mas ainda dizer coisas como “Não jogo sozinho, não faço milagres. Se a equipa estiver bem, acredito que vamos longe. A equipa só funciona com um grupo forte. A partir daí, tudo é possível” quando chegou ao estágio da selecção. Era aqui que eu queria chegar. Ficou claro para toda a gente que ele fala do grupo, do todo? Não? Eu espero enquanto relêem.
Esta segunda-feira viu-se um Portugal – Coreia do Norte extraordinário. Não tanto por ter sido um jogo cheio de qualidade, mas goleadas sabem sempre bem e toda a gente – toda, perceba ou não de futebol -gosta de ver golos. Quantos mais, melhor. Foram sete contra nenhum, e isso é muito animador. Ena, ficámos todos muito contentes. Mesmo os de nós para quem no primeiro jogo já tinhamos perdido todo o Mundial. Também não quer dizer que não venha por aí desgraça e tragédia, mas esta semana foi a euforia geral.
Ora, os golos. Dos sete, o sexto foi de Ronaldo. Eu esperei cinco golos pelo dele. Podia não ter sido, mas esta embirração toda faz-me ter a reacção contrária e ser quase fanática do miúdo. Foi um golo estranho, inédito, cómico, o que se quiser, mas foi golo. Mais festejos, Portugal foi o maior.
Mas mesmo com cinco golos, mesmo na euforia e na loucura, o que mais se ouviu durante o jogo, na net e ao vivo, e já me foi contado por pessoas que viram o jogo em lugares diferentes, foi “não quero que o Ronaldo marque” ou ainda “já vai em 5, e nenhum é do Ronaldo” num tom triunfante. Acho isto lindo… E não, não foram só mulheres a dizer isto.
Houve ainda melhor, que a nossa gente consegue surpreender-me sempre. A maior pérola – e aqui recomendo leitura do parágrafo onde há a citação do Ronaldo – foi “não quero que o Ronaldo marque. Para ele ver que a selecção não é só ele, há lá mais dez”.

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Written by Marta

Junho 23, 2010 às 8:44 am

Publicado em Calcio, Crónica

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2 Respostas

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  1. Olá Martita! 🙂

    Verdade! Verdadinha!…
    Ainda não percebi bem, se é inveja ou tão só aquilo que os portugueses gostam de fazer… rebaixar os próprios compatriotas, que são bons na sua arte. É pena que assim seja. E antes de falarem, era bom que soubessem o significado de “grupo”, “equipa”. Nunca vi um só jogador vencer um jogo de futebol sózinho.

    Beijinho :-))

    João Telo

    Junho 23, 2010 at 10:57 am


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