Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

Tesouros que o facebook me trouxe

with 7 comments

As redes sociais têm perigos? Terão. Sobretudo pelo mau uso que se lhes dá. Mas isso ficaria para outros posts, noutros blogs. Hoje, o motivo é dos melhores. Graças ao facebook reencontrei amigos de infância. Vamos por partes.
A minha escola marcou-me. Sim, aquela foi a minha escola. O liceu marcou-me também, de maneira diferente. Tenho amizades (das melhores) até hoje que começaram na adolescência. Mas dizia eu, a minha escola. Não houve ano, provavelmente mês ou mesmo semana, em que não me lembrasse de qualquer coisa daqueles sete anos. Às vezes referências a um sítio onde sabia que alguém morava, uma data em que me lembrava de um aniversário bastavam para me lembrar.
Quem me conheceu pós-João de Deus, já me ouviu falar da escola, dos amigos, das aulas, dos recreios. Não tenho más recordações. Tive uma infância como tantas, com dias bons e menos bons. Mas nada que me tenha deixado más recordações.
Um dia destes no facebook recebi um pedido de amizade de um amigo dos tempos do João de Deus. Falámos, lembravam-nos muito bem um do outro, recordámos dias de bibe.
Este reencontro fez-me criar um grupo que já há muito pensara: os antigos alunos. Assim foi. Vai em cerca de 2000 elementos e foi em parte através dele que chegámos uns aos outros. Encontrámos já 28 alunos das duas turmas dos nossos anos (ao todo seriamos cerca de 50) e dois professores.
Este Sábado fez-se o aguardado jantar. Tudo perfeito. O lugar certo e a companhia ideal. Foi um sucesso! Todos temos recordações e memórias para a troca. Quase todos nos lembramos de muita coisa, mas o mais importante foi que todos quisemos rever-nos, este encontro fazia sentido para todos.
Se estava nervosa? Um pouco. Nada comparado com outras ocasiões. Levava o nervoso miudinho controlado. Percebia que poderia ser estranho como qualquer encontro depois de anos de distância (alguns de nós não se viam há mais de vinte anos), mas tinha a segurança de serem pessoas com quem passei sete anos da minha vida, dos mais importantes. Não sei bem explicar mas sentia-me caminhar para casa, para junto dos meus.
E foi! Estamos igualzinhos, foi unânime. A maneira de falar, os gestos, o riso, os olhos, estamos iguais. Só que em adultos. Podiamos ser desenhos animados e terem passado vinte anos de um minuto para o outro. Podiamos ser um case study e riríamos disso. Estar juntos foi bestial. Não sei explicar melhor: aquelas companhias faziam todo o sentido.

A vocês: foi dos melhores serões nos últimos tempos. Ver-vos foi tão acertado, tão perfeito. Cada um de nós tem a sua ligação a esses anos. Da minha parte, tenho ainda ligação a cada um. Faz parte de mim como fará de vocês também. Tinha saudades vossas e de talk João de Deus, respirar João de Deus. Fazia-me falta e eu nem sabia que era tanta. Maravilhoso e a repetir. Beijos a todos!

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Written by Marta

Julho 12, 2010 às 8:48 pm

Publicado em Interlúdio musical

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7 Respostas

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  1. e eu a querer encontrar o botão “like” aqui no tasco… deixo-o assim dito

    André

    Julho 12, 2010 at 9:02 pm

  2. Marta só te posso dizer que foram as palavras mais bonitas que li nos últimos tempos. E que está tudo realmente dito, falo por mim, mas acho que expressaste o sentimento de todos. Beijinhos Rita

    Rita Simões Raposo

    Julho 12, 2010 at 9:04 pm

  3. Marta gostei muito de ler o que escreveste, principalmente porque essas poderiam ser as minhas palavras, e acredito que de todos os que estiveram presentes no jantar.
    Passei tempos maravilhosos no João de Deus, lembro-me perfeitamente de estar muito tímido e envergonhado a olhar para todos aqueles meninos, da primeira vez que cheguei à Escola. Momentos há em que fecho os olhos e lembro-me dos pormenores mais incríveis.
    Julgo que todos nós já quisemos voltar a ser aqueles meninos de bibe.
    Beijinhos Pedro.

    Pedro Duque

    Julho 12, 2010 at 9:31 pm

  4. Marta, muito bom, gostei muito….excelente, reflecte tudo que penso e senti. Beijinhos Gonçalo

    Gonçalo Lopes

    Julho 12, 2010 at 11:15 pm

  5. Existem tantas formas de dizer o mesmo…
    Marta escolheste das tantas aquela que muito provavelmente todos sentimos.
    À laia de sussurro ou se quiseres de segredo deixa-me confessar que também eu ia com aquele nervoso miudinho de quem ia encontrar os antigos miúdos da minha vida, alguns deles, a maioria, desaparecidos faz tanto! Eu sei que não é politicamente e socialmente correcto dizer o que acabei de dizer mas que se lixe a taça! Eu sou do tempo em que se podia gostar de crianças e apregoá-lo a sete ventos sem que um chiu (não chui) fosse lançado contra nós acompanhado de olhares carregados de… sei lá eu de quê!
    Obrigado!

    Pedro Ribeiro

    Julho 13, 2010 at 12:39 pm

  6. obrigada por partilhares aquilo que será o sentimento geral…a escola marca, a primeira mais ainda, e rever os colegas, amigos da altura passado mais de vinte anos pode ser estranho mas muito bom…de repente somos todos pequeninos outra vez. obrigada…

    Andreia Fernandes da Costa

    Julho 13, 2010 at 7:02 pm

  7. Não existirá botão de gosto, like ou mesmo mi piace tantissimo que possa ser repetidamente clicado para expressar o quão verdadeiro é o que aqui escreveste.
    Subscrevo por completo o que a Rita escreveu…Beijinhos

    João Pires

    Julho 15, 2010 at 1:48 am


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