Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

De hoje de manhã, pelo caminho

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É a loucura. Não costumo começar posts com “é a loucura”, mas isto começou por ser um twitt, degenerou para parágrafo, e tem a pretensão de chegar a post. É a loucura, portanto. Além disso, eu, não sendo fundamentalista em quase nada – e este quase é só porque quero passar por civilizadinha – sou contra twitts com mais de 140 caracteres. Gosto dos meus twitts como dos meus cafés: normais e sem açúcar.
Dizia então, que é a loucura. Não é assim tanto, mas a expressão ajuda a começar o atropelo de pensamentos e desculpa que os atire em catadupa – como os twitts, lá está.
Ai sim, faço anos, e vinha no caminho a pensar “Sinto que faço anos? Não sinto que faço anos? E parada? Deixa ver…” mas não senti grande coisa. E não devo sentir desde que fiz 8 anos, isto porque na adolescência estava entretida a ser gloomy. Em encarnado, cor-de-rosa, turquesa, todas as cores do arco-íris, brincos grandes e flores no cabelo, mas gloomy – achava eu. Não é cá fora, gosto da atenção, não tenhamos ilusões. Jamais teria aquele discurso “oh, eu nem ligo a fazer anos”. Bof, isso não tem nada a ver comigo, já sabemos. É cá dentro. Adiante, que se não sinto também não saberei explicar. Feita mais uma fuga para a frente – ai, isto não era para ficar, mas eu agora não sei da borracha, paciência.
Trouxe as boots à rua. Todas são botas, sim. Mas na minha sapateira, boots são estas, que me lembram logo a Nancy – não desfazendo no homem-tigre, mas a versão original é que é a da bota de camurça. Eu não falo com calçado, neste caso abro uma excepção e pergunto-lhes se estão prontas. Está sol, e eu gosto de fazer anos ao sol – que bonito – com botas de camurça. Saltitarei mais? Se calhar, mas de saltos também tem mais valor. Isto podia ser sintomático: ser vaidosa, calçar as botas mais giras hoje, e assim. Mas hoje também não chove e só não as trouxe ontem, porque à segunda-feira estou em piloto automático até às onze da manhã.
Se eu vivesse isto à séria e em delírio, trazia meninas a atirar pétalas à minha frente. Elefantes e isso não, que já é show off… Mas como sou, deixava as meninas a dormir, coitadinhas, que sete da manhã não são horas de arrancar ninguém da cama para atirar pétalas pelo metro de Lisboa fora. Não sou especialmente boazinha, não gosto é de depender de outros para me despachar e parecendo que não, seria coisa para atrapalhar nos transportes.
Pronto, já está. Acaba assim, sem mais nada. Como se vê, não podia ser um twitt. Em twitts eram duas horas a encher timelines. Nada que eu não faça, mas hoje apeteceu-me assim, e eu gosto de pensar que faço o que me apetece.

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Written by Marta

Março 1, 2011 às 4:09 pm

Publicado em Uncategorized

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3 Respostas

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  1. amei amei amei este post!

    Catarina Campos

    Março 1, 2011 at 11:35 pm

  2. 😀 😀 😀 Obrigada!

    Marta

    Março 2, 2011 at 2:04 pm

  3. a pinilla em grande 😀

    al

    Maio 11, 2011 at 1:52 pm


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