Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

Também de manhã, pelo caminho, mas de ontem. Ou: do banco

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O meu banco – e se calhar outros – decidiu que era melhor eu não poder fazer tudo via web. Mas bonzinho e paternalista deu-me alguma liberdade. Neste momento, eu que só não levantava dinheiro pela net porque não sei onde recolher as notas, posso fazer operações até a brilhante quantia de… Tchan tchan tchan! – ai, dêem-me um rufo! – 10 euros…
Não sei se é a crise, se é marketing e uma tentativa de aproximar cliente e balcão, se sou eu que me porto mal. Sei que me dá pouco, muito pouco jeito.
Sim, eu sei que há o multibanco, mas se eu puder não gastar um dia de férias para me mudar de tenda e cantil para uma caixa, prefiro. Chamem-me esquisita, mas fazer este tipo de coisa em casa, não contribuir para filas, gerir tudo como me apetece, era uma coisa que me agradava assim, imenso. Mas imenso à séria.
E sim, há uma solução: activar a segurança qualquer coisa. Há-de ser uma espécie de GOE que esteja sempre ao meu lado, quando eu quiser carregar 15 euros no telefone. Não vá correr muito mal, e o mundo ficar em perigo com o cogumelo atómico que o eu pagar a água possa originar.
E agora? Agora vou para o balcão arranjar um pai temporário, que me faça carregamentos, transferências e pagamentos. Já me estou a ver: “olhe, o senhor carrega-me o yorn?”.
A proximidade do balcão… Já não seria só a esteticista a saber coisas que mais ninguém sabe, e assim de repente, tenho os padrinhos de baptismo que nunca tive: a Sofia e o Raul que são quase meus confidentes. Não que fale com eles, mas porque sabem, mesmo sem lhes contar, de assuntos tão meus. Porque me orientam e até fazem as coisas por mim, não vá eu asnear. Porque com o tempo me arrisco a que um me conheça como o outro, e quando chego já nem preciso de dizer nada.
Já estou a ver-me entrar na agência e ele: “o cartão crédito é para pagar todo, ou transferimos só um bocadinho? Veja lá, Marta… Depois tem aquele débito directo a cair, mais as férias todas que quer fazer… Não é melhor fazermos assim ou assado?” e eu, que me habituei a gerir estas coisas sozinha (não era esse o caminho? Educar o cliente, torná-lo autónomo e assim?), eu fico com seis anos e não chego ao balcão, digo-lhe que tem razão, faça como achar melhor, e vou brincar lá para fora.
… acho que não gosto disto, vou ver do tal GOE.

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Written by Marta

Julho 2, 2011 às 10:33 pm

Publicado em Interlúdio musical

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3 Respostas

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  1. categoria 😀

    professores

    Julho 4, 2011 at 10:02 am

  2. […] e deixei para outro dia essa informação. O outro preparativo: as libras. Fui ao banco. O do Raul, pois. O Raul e eu falamos sempre dos meus euros (cêntimos às vezes, senhores). E é a terceira […]


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