Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

A minha equipa

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Deixei a minha equipa nem há duas semanas. Ainda é minha, e sempre será. Chamo “minha equipa” àquela que veio e se consolidou no final de 2009. Os que vinham de trás, os que entraram por essa altura. Mesmo que alguns tenham saído entretanto, incluo-os na minha equipa, neste caminho longo que foi ter uma equipa.
Eu sempre tive um grande neon sobre mim que dizia “chefe” e, ainda que todos nos dessemos sempre bem, o ambiente fosse bestial, sei que esse neon existia e eu própria não invadi nunca mais do que achei que devia. Sou assim, não invado mas isso agora não é importante.
Importa que vi a equipa evoluir, vi aparecerem amizades e uniões inabaláveis. Fui criticada por salientar um ambiente que para mim era saudável, para outros um veneno. No fim do dia, essas teorias valem zero, ze-ro. Adiante. Há amigos ali, bons amigos, sei isso e gosto que haja.
Há private jokes que não esqueceremos, cantigas, disparates, momentos. Houve tensões, ciclos de facturação e horas extra que dificilmente se suportariam se não houvesse esse ambiente. Mantenho a minha e não abro. Não fui feita para isto, está visto.
Escrever, de escrever é que eu gosto e hoje precisava de fazer isto. Porque é a minha equipa, porque os verei sempre como grupo, porque não o fiz antes e hoje não saberia expressar-me de outra forma. Acima de tudo porque hoje perdemos o Chuckyzinho, a Manchinhas. Perdemo-la para sempre e estas, que são as verdadeiras tristezas, não se suportam com trabalho e horas a mais. Perdemo-la, e já há dias que me preocupa como estariam com todo o pesadelo do último mês e meio. Só por isso, só para poder estar com eles, gostava que a minha saída tivesse sido adiada uma ou duas semanas.
Eu podia dizer o que ela foi, sentada na minha diagonal, os olhinhos azuis a rir muitas vezes a medo, sem saber bem se me ria também ou falava a sério. Podia falar nas cantorias e associações de ideias mirabolantes que vinham daquela cabeça cheia de tanto de tudo. Mas isso são coisas que ficarão para nós, para eles principalmente, que vivemos de perto. Tenho medo que os pequeninos muitos aqui se tornem nadas, e eu gosto de guardar essas pepitazinhas. E dela guardarei muitas.
Dobro só o cantinho, desta vez por um motivo triste.

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Written by Marta

Julho 3, 2012 às 8:16 pm

Publicado em Uncategorized

Uma resposta

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  1. Muito interior, não percebi nada mas gostei muito!
    parabéns pelo jeitinho para a escrita, Marta!

    Helder

    Julho 3, 2012 at 9:36 pm


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