Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

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Piove senti come piove…

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Piove! Senti come piove! Madonna come piove! Senti come viene giù!
Piove! Senti come piove! Madonna come piove! Senti come viene giù!

Falta um ou dois minutos para as nove. Estou no meu lugar e as calças que são mel, parecem camuflado de tanta gota que têm. Nunca sei se camuflado está in ou out, para mim está sempre out a menos que vá em missão ao mato o que até hoje não aconteceu.
Está a chover em Lisboa. Chove. E chove. E chove. Chove pelo menos desde que saí de casa, há mais de uma hora, e não parece querer parar.
Chove e com a chuva vem o costume: os atrasos dos transportes, o trânsito entupido, as pessoas a reclamar. Uma animação, portanto.
Já sei, já sei, a chuva faz falta. Pois fará, mas podia vir em doses e lugares certos, só isso. A mim não faz falta entre a estação e o trabalho ou casa. Nem faz falta no asfalto ou nos carris, certamente. Pelo menos nesta medida de hoje que é… como é o termo técnico… ah sim, um abuso. Faz falta às plantas aos animais e para baixar os pós e moscame que em Outubro enche este país. Verdade. Mas transtorna mais do que faz falta no meu caminho para o trabalho. Faz falta, mas a verdade é que neste país se passa a seca a clamar pela chuva e em meia hora já temos cheias. E isso não pode fazer falta a ninguém.
Em dias como hoje que mais se ouve depois das reclamações, seguidas do “mas faz falta…”? O típico “gosto tanto do cheirinho a terra molhada…” Haverá alma que não tenha ouvido isto? Faça-se um perfume, um ambientador com esse aroma e distribua-se. Eu conheço esse cheiro. Não morro de amores por ele, e é raro senti-lo. Há zonas onde só se levanta o cheiro a enxofre, que para mim só existia em histórias de bruxas e assim podia ter continuado que o dispensava bem.
Enfim, pode dizer-se que não sou fã da chuva. Mas não podendo evitá-la, prefiro que chova como deve ser. Chuva como deve ser é aquela pesada, gotas grossas e que cai cerca de uma hora seguida de cada vez, não mais. E sem vento, é fundamental não haver vento. Chuva e vento são verdadeiros desafios que só ainda não percebi quem promove. Mas é certamente alguém que está acima das nuvens.

Written by Marta

Outubro 20, 2009 at 7:59 am