Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

Posts Tagged ‘metro

da manhã e porque não deito fora. fica aqui

leave a comment »

Voltei hoje de férias. Detesto dizer isto com um sentido definitivo, como se estas férias fossem as únicas. Felizmente não são nem únicas, nem as últimas. No metro, vou a pensar que tenho de confirmar qual a semana de Setembro que tenho marcada. Mas a verdade é que estas foram as maiores. Duas semanas, um luxo. Sprinto de fim-de-semana para fim-de-semana, mais nesta altura quem em qualquer outra.
Trabalhar em Agosto em Lisboa é o que se sabe: um marasmo. Ah, que sabe bem a cidade assim e não sei quê. Sim, não está mal. São os 25 dias puxados para cima e para baixo e a cabeça ou os pés ficarem sempre de fora, não poder ter mais férias em Agosto, que me chateiam. Eu sei, 50 que tivesse seriam poucos. “És preguiçosa, Marta” – *yawn* toda a vida ouvi isto em relação a coisas tão menos óbvias, afecta-me zero. Sou um Zé Carioca assumido, sim. Faço o que tenho a fazer, mas se pudesse viver em ócio permanente, não tinha cá pruridos.
O regresso, pois. Quando me atraso jogo às penitências: apanho o comboio mais rápido – vulgo, “o rápido” – e normalmente tenho de fazer a viagem em pé. Hoje atrasei-me ligeiramente e fiz o mesmo, de castigo viria de pé mas compensava o atraso. A diferença em Agosto: lugares sentados de sobra. O Verão é esta sensação de que o crime compensa, sim. E eu já tirava o Antigo Testamento da cabeça e parava de o subverter.
Fugi às 18.00 e não confirmei a semana de Setembro, entre as centenas de mails, uma equipa de pantanas durante as minhas férias porque teve de ser, e a pressa de sair à hora pelo menos hoje.

Written by Marta

Agosto 8, 2011 at 8:46 pm

Entradas e saídas do metro. Inclui torniquetes

with 2 comments

Agora que estou num nível mais próximo do Nirvana no que toca a entrar e sair do metro, posso falar nisto. Sinto-me um Pai Mei desta verdadeira arte que é deslocar-me debaixo da terra.
Que truques para a não irritação logo pela manhã ou ao fim do dia? Nada a fazer: é esperar de lado que saiam para entrar, e sair ordeiramente. Fácil, mas isto explicam-nos aos cinco anos para a vida em geral. É crescer e aplicar. Assim, ainda se aprecia o comportamento da maioria das pessoas. Já sei, todos sabemos do que falo, mas nenhum de nós o faz. Mas asseguro que é a maioria.
Por mais lógico que seja o contrário, as pessoas querem sempre entrar sem que toda a gente tenha saído. Investem por tentativas, é vê-las ameaçar passinhos em frente, balançando ombros e cabeça até conseguirem uma aberta e lá vão elas.
Juro, ju-ro que um dia destes, pelas seis e meia da tarde vi duas pessoas entrar e duas sair ao mesmo tempo. Na mesma porta. Ficaram as quatro entaladas umas nas outras. Isto é verídico. E quem cedia? Nenhuma. Nem uma dela. Continuaram em frente até se desenvencilharem daquele emaranhado de braços, sacos, malas e casacos. Não trocaram uma palavra, um olhar. É assim uma relação no metro. Tão íntimos e tão distantes.
Há alturas em que vamos encostados uns aos outros, numa proximidade que não permitimos a tanta gente com quem falamos e estimamos. No metro ninguém se rala, quer-se chegar e vale tudo.
Depois há os – não para mim – abomináveis torniquetes. Os dramas que se fazem à boca do torniquete se o passe ou bilhete (sobretudo de outro) não está a funcionar. Os saltitos a pensar se se muda de fila ou não, os desvios à última da hora para a fila do lado a fazer toda a gente andar uma casa ao lado e nem dar por isso.
Vão por mim: passada a fase de irritação, isto chega a ser divertido de ver.

Written by Marta

Março 26, 2010 at 10:16 am

Publicado em Crónica

Tagged with ,