Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

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Dos manos e a wii

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O D tem sete anos, o J cinco e são irmãos. Conheço ambos desde que nasceram, são os meus “sobrinhos” mais próximos, tão próximos (filhos e pais) que sou da casa, a “nossa Marta”. E eu sinto-me da casa. E gosto.
As visitas já foram mais regulares, pelos mais diversos motivos a disponibilidade de uns e outros (a vida social de crianças destas idades faria inveja a muito adulto, lembro-me bem da idade das festas de anos todos os fins-de-semana), não tem sido a mesma de quando eram mais pequenos e de vez em quando tiro mesmo umas horas só para eles. Foi o que fiz ontem.
Mandei mensagem à mãe “achas que posso ir brincar com eles? Se der jeito diz qualquer coisa. Bjs” e ficou combinado que apareceria pelas 17h. Ainda saímos as duas, e depois só deu wii e super mario.
Do que eu mais gosto neste jogo é podermos jogar todos ao mesmo tempo. Mais hipóteses de ganhar claro, mas acima de tudo pelos empurrões e atropelos que só me fazem rir. O J nunca acha muita graça, aborrece-o cair, ir contra tartarugas, perder no geral. E joga bem para os 5 anos que tem! Explico uma vez como temos de fazer, correr, saltar antes que uma moeda se transforme em parede por exemplo, e eles não só percebem como fazem logo. Como o fato de pinguim, que serve para deslizar e passar todo e mais algum obstáculo no gelo e eles vão experimentando devagarinho mas com sucesso. Jogam bastante melhor que eu, mas acham que não porque foi juntos que chegámos ao fim dos dois primeiros mundos (e para eles os castelos e “o mau” são o maior pesadelo). A inocência.
Ontem houve então wiizada e super mario com os dois irmãos. “O T ja chegou ao mundo do gelo na casa dele!” reclamam “e isto não pode ser” ouvi na minha cabeça. Nem é porque eles não possam ficar para trás, mas admito que nos desleixámos na missão mario, cogumelos e tartarugas da morte. Os jogos olímpicos Mario e Sonic têm tido toda nossa atenção quando lá vou. Esse jogo o J, o de 5 anos, domina e por isso é o seu preferido. E eu adoro vê-los na prova de fita, com o danúbio azul a tocar, muito concentrados nas piruetas, ahahah e maravilhoso! É por isso que não passamos os mundos do outro jogo.
Ontem não havia volta a dar, tinhamos de tentar passar o primeiro castelo do “mundo da areia” e lá fomos. A coisa deu-se. Fizemos os dois níveis que faltavam até esse castelo. Este nível é daqueles em altura, subir grade a grade até à porta encarnada tentando manter vidas, bonecos e energia até ao inimigo do fim. Tudo isto comigo perdida de riso com os nervos deles, não é decididamente fácil. Chegámos lá umas duas ou três vezes sem o vencer e quarta o D deu cabo dele. O J já tinha perdido e estava só a ver-nos jogar. Foi a loucura. Saltaram, atiraram-se para o colo um do outro, para cima de mim, chocaram no ar. Sei que os recordo em camara lenta a festejar e o J a terminar com qualquer coisa como “Viva o D que é o melhor D de sempre”. A neura que era aquele nível para eles, agora só me dá vontade de rir quando me lembro desta cena.
Depois de jantar chegámos mesmo ao fim do mundo da areia depois do segundo castelo passado. Este custou mais. Não a chegar ao fim, que o nível era mais simples que o outro, mas a aniquilar o inimigo. E de cada vez que lá chegávamos eu tinha um ataque de riso, o que levou o D a parar o jogo antes de entrarmos na porta final uma das vezes e dizer “vá, vamos agora. Mas Marta… não te podes rir” e assim que ele diz isto eu, que às vezes tenho 3 anos, desato a rir. Ele do alto dos seus sete faz um sorriso de “ai, ai, que marota…” confirmando a minha idade mental. Importo-me zero, ainda rio mais.
Lá terminámos (e fomos os três, cada um deu a pancada necessária para acabar), mais celebrações, e igualámos o T. Em mundos, pelo menos, ao que parece já vai avançado no terceiro e eles ainda ficaram com o primeiro nível por explocar. Pouco importa. Valeu por vê-los felizes, os saltos e aos abraços das duas vezes que terminámos castelos. Fica aqui que daqui a uns tempo me vai fazer rir outra vez.

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Written by Marta

Janeiro 17, 2012 at 11:43 pm

Publicado em Interlúdio musical

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