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Johnny Castle e outros. R.I.P. Patrick Swayze

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Eu não fui fã de Patrick Swayze. Isto é, não tive posters dele no quarto, cadernos forrados, lágrimas ao ver o “Profissão: duro”. Não fui fã de facto, o que não quer dizer que não tenha dado por ele estes anos todos.
Orry Maine de casaca e família sulista, melhor amigo de George Hamilton. Às segundas-feiras esperava Norte e Sul sem perder pitada e sem Orry aquela série não seria a mesma, claro.
Filme de que nunca gostei – embirrações de adolescente, que se há-de fazer, amava Bruce Willis e Demi Moore, não podendo ser alvo a abater, era pessoa a não ver – foi o “Ghost”. Mas reconheço-lhe a importância. Quanto mais não seja por ser a referência para muita gente, agora que Patrick Swayze morreu. Quem não tem como referência “Dirty Dancing”, tem “Ghost” e “Enchanted Melody”.
E vi o “Point Break” (Ruptura Explosiva) onde o comentário que me saía era invariavelmente “Se ele fosse assim loiro e mal disposto é que era giro”. Vi-o uma vez e foi tudo.
De todos os papéis de Patrick Swayze o que me diz mais é o de Darrel Curtis em “The Outsiders” (Os Marginais) de Coppola. Li o livro de S. E. Hinton com uns 13 anos e na capa estavam os ídolos de Hollywood da altura que representavam cada greaser no filme: Emilio Estevez, C. Thomas Howell, Ralph Macchio, Tom Cruise, Rob Lowe, Matt Dillon e Patrick Swayze.
Não sendo o meu personagem favorito do livro ou do filme, este foi definitivamente o papel dele que me marcou: o irmão mais velho, sisudo, obrigado a trabalhar e a cuidar dos irmãos porque os pais tinham morrido num acidente. O conflito com os irmãos que não podiam perceber o irmão ser tão mais velho que eles de repente. O drama perfeito para uma adolescente que dispensava mulheres nos papeis principais. E sempre o vi assim. Por nada, porque acredito em papeis de que gosto. É por isso que ainda hoje não acredito que exista um Ethan Hawke mas um Todd Anderson que degenerou.
Claro que é incontornável o Johnny Castle e seus passos de dança. Quem não gostava de ver a cena no lago ou imitar “Sylvia…” “yes Mickey…?” Também eu vi o Dirty Dancing milhões de vezes, gravei e regravei a banda sonora até a saber de cor: não só as músicas, como sequências, diálogos, situar cada música na respectiva cena e vice-versa. Ainda hoje se me sai algum disparate à frente de alguém cool me apetece dizer “I carried a watermelon?!”
E Patrick Swayze fez muito mais coisas, estas são apenas as mais comerciais. É andar pela web e ver-lhe a obra. Pode não ter sido o maior dos actores mas foi sempre regular e igual a si próprio. Parecem-me qualidades raras na profissão.
Eu não fui fã da beleza de Patrick Swayze, mas mais importante que um homem que marca por ser bonito, é um homem que marca toda uma geração – mesmo que a muitas adolescentes da altura hoje o filme não diga nada – como Johnny Castle sem querer fez.

PS – sei que um post é genuíno quando não tive de recorrer ao IMDB para os nomes.

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Written by Marta

Setembro 16, 2009 at 1:25 pm