Cose di croniche

As crónicas que saem do Cose Tante. Ou não.

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Hoje os mineiros chilenos saem daquele inferno.

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Este drama custou-me. Sei que uma coisa me custa muito quando a evito. Evitei pensar – tarefa inglória claro – em dias e dias num buraco com mais 32 pessoas. Trinta e dois homens e sei lá quantos dias de stress, de refeições, de necessidades básicas, de medos, pânicos, esperança ou falta dela. Não imagino o terror ao saber que lá ficavam semanas e semanas. Imagino apenas que se sobreviva porque tem de ser.
Evitei pensar que andamos aqui nas nossas vidas, nos queixamos de tudo e mais um par de botas e aquelas pessoas trocavam tudo certamente, pelo regresso à superfície.
Tenho desde pequena o trauma – cortesia de Hitchcock, alimentada por Tarantino twice já – de gente enterrada viva. Foi mais ou menos isso que se passou. Ok, perante um cenário de estar coberto de terra directamente nos poros, boca e nariz, não foi tão mau. Mas é o mais parecido que vi na vida. Muito medo.
Vamos em doze à superfície neste momento. Em breve estarão cá fora trinta e três verdadeiros heróis. Estes sim, verdadeiros heróis.

Num outro planos, ou dos disparates que já disse hoje no twitter e facebook:

pronto, depois acompanho os mineiros, como vocês as séries: tudo de uma vez. não é vocês, é os senhores…….

*correndo a sentar-me ao vosso lado* entâo? Está 28 – 5, não é?

hoje, duvido que haja chilenos preocupados com o meu nick. Mas nunca fiando…

o mundo aplaudir isto do Chile ao mesmo tempo, no fim, dava catástrofe ou era uma ganda boa ideia?

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Written by Marta

Outubro 13, 2010 at 2:49 pm

O blog, as redes sociais e eu saltitando

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Há o blog (este e outro). Eu escrevia no meu blog. Pensamentos, delírios, acontecimentos ou neuras.
Um dia entrei no Facebook, e quase logo a seguir, entrei no twitter. Num, como noutro, a coisa funciona como um microblog. Actualiza-se o estado e o feedback, a existir, é imediato. Um like, um comentário. Está feito, segue-se em frente.
Eu vicio-me facilmente nestas coisas. Digo disparates, saltito e passo ao seguinte. A consequência é que para mim ficou escrito, registado e não o vou deixar ao blog. É assim há mais de um ano – direi quase dois. Não gosto mais do que de escrever no blog, mas também não gosto menos.
Isto não tem nada a ver com a outra vida, a real, a pessoal se se quiser. Dizer que é só virtual será redutor. É um facto que trocas de twitts, ideias e comentários não são em pessoa, frente-e-frente. Mas é também um verdade que já me senti num café, num sofá ao sol (o inesquecível #followsofa), num clube de stand up ainda que sitting down no twitter. E no Face há tertúlias, micro-tertúlias que sejam e mais risos. Só que uma coisa não tem a ver com a outra. Não deixei de ir ao cinema, estar com amigos ou com a família por nenhuma rede social. Passei foi a encher de gente alguns momentos mortos. É útil poder escolher quando o quero fazer. E é divertido. E inegável que há uma comunidade twitter, por exemplo. Lamento, já sei que o twitter é para informar, mas onde há humanos haverá contacto, melhor ou pior. Mas eu dou por mim em Amesterdão, no museu van Gogh a exclamar: “ah, é o avatar do João!”, e cheia de dicas do João sobre a cidade. Isto tem graça para mim, e só foi possível por causa do witter.

Written by Marta

Outubro 11, 2010 at 8:32 pm

Há coisas que (atrevo-me) só a mim

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Em 2004 jogou no Sporting um rapaz chileno chamado Mauricio Pinilla. Na altura eu estava há uns meses numa empresa onde trabalhava com alguns rapazes pouco mais novos que eu.
Boys will be boys e aqueles, além de serem de chorar a rir, eram simpáticos e conversadores. Conversa puxa conversa, perguntaram-me de que clube era (cada um dos 3 era de um dos Grandes) e o do Benfica, sentenciou: “Agora tens lá um muito bom… o Pinilla”.
Daí para a frente, não tive escolha, passei a Pinilla. Entrasse quem entrasse, administrador ou directores gerais, se um deles me quisesse chamar nem hesitava: “Pinilla!”.
Passei a usar no messenger e chats em geral. Tive amigas que ao falar de mim diziam “a Pinilla”. Vieram as redes sociais e escolhi Pinilla para meu nick no twitter. Há quem estranhe chamar-me Marta já. Mas é um nick, nada mais.
Ultimamente tenho-me apercebido que há chilenos que me começaram a seguir. Mas tenho nome e fotografia no twitter, não engano ninguém. É um nick. Ainda há dois dias brinquei com isso e twittei qualquer coisa como “com o aproximar do Mundial, aposto que os seguidores chilenos vão aumentar. Como lhes vou dizer…?”.
Ontem recebi o seguinte, em twitts:

hi hi, did you know there’s a chilean footballer whose name is pinilla???
every time i search in twittzie i run into you and your crazy tweets(i don’t speak portuguese, i’m from chile). i almost hate you.
now i find out that your name doesn’t have to do anything with the nickname “pinilla”.so i wanna know why you call yourself like it
there are lots of mauricio pinilla fans that deserves an explanation. we believe “pinilla” is a brand name that belong to us.

Brilhante, hã? Sinto-me à beira da guerra civil com todo o Chile (como Pinilla, claro). Que palhaçada. Espero que a coisa fique por aqui. Senão, também se muda. Afinal, é só um nick.

Written by Marta

Fevereiro 13, 2010 at 11:41 pm

Publicado em Twitter

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